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Não é enganação e nem mentira (mesmo que ele tenha sido lançado no dia 01/04): o clássico e atemporal Super Mario Galaxy, lançado em 2007, originalmente para Wii, acabou de ganhar uma “adaptação” para as telonas do cinema, com Super Mario Galaxy: O Filme, fruto da parceria da Big N com a empresa de animação Illumination.
Como não podíamos deixar de passar uma marca tão especial (na verdade, espacial) para todos os fãs do Mario, decidimos ser uma boa hora para tirar a poeira dos jornalzinhos da wiki e analisar os dois jogos principais que o inspiraram, relatar sobre suas distribuições brasileiras e dar a nossa opinião sobre o novo longa-metragem do encanador. Então, preparem-se para fazer as mais diversas piruetas em lugares “de outro mundo”, porque, lá vamos nós, explorar os confins de Super Mario Galaxy!

A nossa história não começa no Reino Cogumelo, muito menos em planetoides intergalácticos, e sim, com 128 italianos em uma mesma plataforma! Apresentado na Nintendo Space World 2000 (uma feira comercial organizada pela própria Big N, a fim de revelar seus novos jogos, acessórios e consoles que chegariam ao mercado posteriormente), entre os anúncios bombásticos do Game Boy Advance e GameCube, houve uma pequena demonstração de um jogo que é bem conhecido pelos fãs mais assíduos do bigode. Tratava-se de: Super Mario 128.
Esta foi uma tech-demo que mostrava 128 modelos do personagem se movimentando, interagindo e fazendo as mais diversas peripécias simultaneamente em um cenário plano. Ela foi dirigida e apresentada por Shigeru Miyamoto, além de contar com a ajuda de Yoshiaki Koizumi no projeto, que buscavam os objetivos de mostrar algumas das capacidades oferecidas pela caixinha roxa (as quais foram utilizadas em jogos futuros do console, como Pikmin) e como poderia ser um próximo grande título para a série Mario.
Ao longo dos anos, Miyamoto foi aprimorando suas ideias em relação ao projeto, transformando, por exemplo, aquele cenário plano e circular em vastos mundos esféricos, onde o encanador poderia andar e saltar sob a visão de uma câmera fixa (esta sendo a resolução de um problema apresentado desde Super Mario 64, onde os jogadores poderiam se atrapalhar e sentir enjoo pela movimentação da câmera). Após sua implementação, veio a ideia do título ter uma temática espacial, onde Mario exploraria o cosmos e diferentes planetoides com gravidade e ambientações únicas.

Somado a isso, alguns anos antes, Koizumi trabalhou em Donkey Kong Jungle Beat, título em que era preciso utilizar os DK Bongos para fazer com que o gorilão se movimentasse, pulasse, batesse e controlasse os Jungle Buddies presentes nas fases. Com isso, o diretor japonês percebeu que, com o apertar de poucos botões, era possível fazer diferentes formas de gameplay ao jogo. Assim, originou-se às seções de controlar uma bolha, uma raia ou uma bola no projeto, que, depois de cinco longos anos, estava indo para frente, sendo rebatizado para Super Mario Revolution, que hoje conhecemos como Super Mario Galaxy.
Caso você queira analisar de forma mais aprofundada o processo de desenvolvimento e versões beta de Super Mario Galaxy, recomendamos assistir o Conhecendo & Desvendando do título, produzido por Alexsandro Magalhães e Goldinez. Você não vai se arrepender, rapaz!
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Tudo que faz sucesso está estampado em todos os lugares, e isso não foi diferente com o Wii. Um console com controles, semelhantes aos de televisão, que possuíam sensores de movimento era uma verdadeira revolução na época, apegando tanto o público casual (com jogos direcionados ao público familiar e “menos acostumado” com videogames, como Wii Sports e Just Dance), quanto o público gamemaníaco (com jogos de franquias mais populares e hardcores, como The Legend of Zelda: Skyward Sword e Kirby's Return to Dreamland)
Super Mario Galaxy: O Filme é extremamente divertido, principalmente se você for um jogador e/ou fã mais antigo do universo de Mario e Nintendo no geral. Ele é muito colorido - com um dos visuais mais bonitos que já vi em uma animação 3D -, os personagens são extremamente expressivos e a trilha-sonora é uma orquestra homenageando os jogos da série. O único ponto negativo pra mim é que o filme se apressa demais. Ele tenta criar uma história com início, meio e fim, mas tudo vira um aglomerado de cenas que não se conectam diretamente, tendo até uma ou duas cenas que não mudariam o filme em nada se fossem totalmente removidas. Mas isso não é um crime. Ainda dá pra assistir o filme com um sorriso no rosto se você tiver o mínimo de boa vontade e for um verdadeiro fã deste universo. | Nota: 7/10
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